Associação Americana de Psicologia classifica pedofilia como orientação sexual

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A Associação Americana de Psicologia (APA, em Inglês) mudou a classificação da pedofilia de um “distúrbio” para uma “orientação sexual ou preferência” na última edição do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais (DSM-V).

Neon Tommy relata que a APA está “colocando uma linha de separação entre a pedofilia e o distúrbio pedofílico”.

Por exemplo, pedofilia é definida na nova edição como referente “à orientação sexual ou profissão de preferência sexual desprovida de consumação, enquanto o distúrbio pedofílico é definido como uma compulsão e é usada em referência a indivíduos que agem na sua sexualidade”, afirma o relato.

Não é uma surpresa total, uma vez que a classificação da pedofilia no DSM tem evoluído com o passar dos anos. A edição anterior classificou a pedofilia como um distúrbio apenas se as fantasias ou impulsos envolverem crianças menores de 13 anos. Se eles durassem mais de 6 meses, se o indivíduo fez algo com eles, ou causaram transtornos, como processos legais.

Paul Christiano, um notável ofensor sexual, porta-voz do B4U-ACT, um grupo de defesa a pedofilia que oferece apoio a “pessoas menos atraentes”, quer ver o sistema mudar por causa de sua abordagem unidirecional que ameaça da mesma forma tanto o homem que cometer 20 estupros consecutivos quanto um rapaz de 19 anos que tenha feito sexo com sua namorada de 17 anos.

Há alguma base para se querer mudança, escreve Hannah Maluyao a Neon Tommy, mas os fundamentos para isto são “sombrios” com o B4U-ACT.

Por exemplo, quando questionados sobre a forma mais responsável pela qual um pedófilo pode lidar com seus desejos sexuais, Christiano disse que eles encorajam seus membros a manter suas preferências como um exercício mental puramente e nunca extravasá-los.

“B4U-ACT não coaduna com atividades ilegais”, insistiu Christiano.

“Além disso, como podemos garantir que tal comportamento permaneça inteiramente no pensamento e não seja expresso na cama?”, disse Maluyao. “Resposta: não podemos”.

Christiano tem também defendido a “autonomia sexual” das crianças, dizendo em sua monografia como estudante de graduação que elas “não devem ser deixadas às cegas com relação à sua própria sexualidade”. Maior educação quanto à sexualidade irá ajudá-las a entender melhor seus limites.

“Entretanto, há uma sugestão subliminar que com o conhecimento sexual vem o consentimento sexual”, escreve Mulayao. “Se as crianças fossem permitidas a serem mais autônomas sexualmente, elas seriam capazes de consentir completamente uma relação sexual ou mais importante, uma relação sexual com um adulto?”.

Caitlin Myers, uma estudante do Doutorado em Sociologia na Universidade da Carolina do Sul, disse a Mulayao que enquanto a abertura da discussão da sexualidade seja boa, as crianças ainda não podem dar consentimento.

“Em teoria”, diz Myers, “a pedofilia como uma orientação sexual praticada anda em uma linha muito fina. Não há possibilidade de que a pedofilia se torne uma orientação sexual aceita na atual cultura”.

O Dr. Gregory Popcak do instituto Pastoral Sollutions, uma organização dedicada a ajudar Católicos a encontrar soluções com base na fé para o casamento, a família, e problemas pessoais, não acredita que as pessoas devam estar tão preocupadas com estas mudanças no DSM. As mudanças feitas foram mais editoriais que clínicas.

“O que eu posso dizer, o critério do DSM-V para Distúrbio Pedofílico não deve causar transtornos a ninguém”, ele escreve para o Patheos. “Eu não estou, pessoalmente, certo do que fazer com aqueles que se referem à ideia de uma orientação pedofílica. Se isto for para distinguir apenas ideias de ações, eu acho que tudo bem. Na realidade, isto seria exatamente o que a Igreja Católica pensa disso. Alguém pode ter uma predisposição a pecar ou mesmo uma forte tentação a pecar, sem cometer um pecado. Há uma grande diferença entre pensar em roubar um banco e roubá-lo de fato. Nenhum dos dois é bom, mas apenas o segundo é verdadeiramente pecaminoso”. No entanto, ele alerta que: “se chamar isto de orientação é, de alguma forma, algo utilizado por alguns grupos sociais de defesa para justificar a pedofilia como ‘apenas outra expressão normal de desejos sexuais’, então isto pode ser seriamente problemático. Eu não acho que é o que está acontecendo – neste momento, de qualquer modo”.

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FONTE: WOMEN OF GRACE
TRADUÇÃO: JORGE ALBERTO

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