Brasília recebe manifestação pela prisão de líderes da fé Bahá'í no Irã há 7 anos

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No próximo dia 21, o gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, será palco do ato “7 Anos de Injustiça”, que reunirá a sociedade civil, membros de diversas religiões e representantes do Estado, integrando o país na luta pelos Direitos Humanos e Tolerância Religiosa no mundo. O evento faz parte da campanha mundial pela libertação dos prisioneiros bahá’ís no Irã. Centenas mensagens que foram enviadas via redes sociais para os prisioneiros serão expostas em um banner gigante, que será estendido em frente ao Congresso Nacional no último dia da mobilização, que começou dia 14 de maio em todo o mundo. O evento começará às 10h.

A campanha “7 anos de Injustiça”, é uma mobilização para pressionar o governo iraniano pela libertação das sete lideranças bahá’ís presas no país desde 2008 e pelo cumprimento dos acordos de Direitos Humanos. A mobilização está acontecendo via internet e é feita em todo o mundo, possibilitando a participação de qualquer pessoa. A divulgação tem sido feita pelo Facebook e sites da Comunidade Bahá'í.

Em fevereiro de 2015, o Conselho de Direitos Humanos votou uma resolução renovando o mandato do Relator Especial da ONU sobre os direitos humanos no Irã. O Brasil – que havia votado a favor de resolução semelhante em 2014 – optou pela abstenção.

A Fé Bahá'í é uma religião mundial independente que surgiu na antiga Pérsia (atual Irã) em 1844. Foi fundada por Bahá’u’lláh, título de Mirzá Husayn Ali (1817-1892), e não possui dogmas, rituais, clero ou sacerdócio. Com aproximadamente 6 milhões de adeptos, é a segunda religião mais difundida no mundo. No Brasil são cerca de 70 mil bahá’ís espalhados em todas as regiões.

Sobre a situação dos bahá’ís no Irã

Segundo Gabriel Marques, Secretário Nacional da Comunidade Bahá’í do Brasil, a perseguição contra os bahá’ís no Irã não é uma simples política de governo. “Essa perseguição não é uma ação do governo atual ou do anterior, nem depende da posição do governante – ou seja, é uma política de estado que vem sendo implementada desde o início da Fé Bahá’í, em 1844. Documentos revelados pela ONU comprovam que o objetivo dessa política, que foi intensificada com a Revolução Islâmica em 1979, é eliminar a viabilidade da comunidade bahá’í do Irã por meio da supressão econômica, do impedimento do acesso à educação e da instabilidade gerada pelas prisões e detenções arbitrárias, que podem ocorrer a qualquer momento, com qualquer bahá’í naquele país.”

Além das sete lideranças, mais de uma centena de outros bahá’ís também encontram-se presos atualmente no Irã, incluindo professores universitários do Instituto Bahá’í de Ensino Superior (BIHE).

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Fonte: Assessoria de Comunicação da comunidade Bahá'i no Brasil

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