CSW – Notícia sobre a situação no Egito.

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EGITO: SEIS MORREM EM CONFRONTOS APÓS MANIFESTAÇÃO PACÍFICA NO PALÁCIO PRESIDENCIAL

Seis pessoas foram mortas e seiscentas ficaram feridas em confrontos violentos que se seguiram à manifestação pacífica da oposição na área externa do palácio presidencial no Cairo, em protesto ao projeto constitucional controverso e ao recente decreto que garantiu ao Presidente Morsi poder absoluto. A Christian Solidarity Worlwide (CSW – Solidariedade Cristã Mundial) está entrando em contato com o governo britânico a fim de que discutam tanto o decreto quanto o projeto constitucional com o governo egípcio como questão de urgência.

De acordo com as notícias, pedras e bombas forma lançadas nos manifestantes. Membros da oposição acusaram a Irmandade Muçulmana de liderar o ato violento. Ontem, a Guarda Republicana colocou tanques na área externa do palácio presidencial.

O governo sinalizou a intenção de fazer um referendo no dia 15 de dezembro sobre o projeto de constituição, que não oferece proteção adequada à liberdade política e religiosa, nem direitos iguais para as mulheres. O projeto foi apressado pelo parlamento sem a devida consulta dos membros, após partidos da oposição e representantes da Igreja saíram da elaboração em protesto.

Sete assessores presidenciais foram demitidos desde que o Presidente Morsi promulgou o decreto em 22 de novembro, garantindo a si mesmo poder absoluto e se dando imunidade em relação a quaisquer desafios à suas decisões. No início da semana, milhares de egípcios protestaram contra o decreto e o projeto constitucional em Cairo, Alexandria e outras cidades da nação.

O Secretário de Relações Exteriores britânico William Hague foi chamado para conciliar os lados a fim de que haja uma discussão em que se “permita que todas as vozes sejam ouvidas”.

O Bispo Angaelos, Bispo Geral da Igreja Ortodoxa Copta no Reino Unido, disse: “Nós oramos e compartilhamos da dor daqueles que foram feridos e perderam seus parentes amados nas ruas do Cairo nestes confrontos recentes. É triste de ver, após um forte espírito nacionalista se tornar visível na Tahrir Square quase dois anos atrás, que egípcios estejam agora sendo atacadas nas ruas enquanto vivem seus direitos recém-descobertos e expressam suas opiniões e demandas. É indubitável que a questão do projeto constitucional é um dos mais próximos aos corações de muitos, e deve ser lidado, num estágio inicial, por consenso do que por uma maioria simples, antes de ser apresentado para o referendo. Só assim os egípcios estarão aptos a se desenvolver produtivamente e abraçar esta nova era de sua história contemporânea. Nós continuamos orando por paz, segurança, sabedoria, conciliação e proteção para todos no Egito”.

Num discurso, a Ação Unida para os Egípcios cristãos (UAFEC, em inglês), disse: “Nós pedimos ao Presidente que cancele seu decreto de 22/11/2012, e imediatamente adie o referendo do dia 15 de dezembro e permita que o Judiciário continue com suas responsabilidades. Nós acreditamos que, a menos que se chegue a um consenso para a constituição, a desordem política e social continuará”.

Mervyn Thomas, Chefe Executivo da CSW, disse: “Nós estendemos nossas condolências à famílias dos que faleceram, bem como aos feridos nos atos violentos no Cairo. Nós nos juntamos a UAFEC no pedido ao governo egípcio que suspenda seu profundamente divisor decreto e constituição, e que assegurem o direto de se haver manifestações pacíficas, prevenindo contra ondas de violência. Nós também pedimos ao governo britânico para enviar representações urgentes ao governo  egípcio alertando para a necessidade de se reconsiderar tanto o decreto quanto o projeto constitucional nos interesses da unidade da nação“.

Equipe de Tradutores da ANAJURE:
Jorge Araújo

 

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