Explosão em ataque à igreja no Quênia fere quinze pessoas

Dois pastores foram seriamente feridos na explosão.

 

QUENIA

 

NAIROBI, Quênia – Terroristas em uma motocicleta feriram aproximadamente 15 pessoas em uma igreja no sudeste do Quênia no dia 9 de junho, depois de atirarem um artefato explosivo no local.

Entre os feridos pela explosão durante um culto evangelístico da Earthquake Miracle Ministry Church, na vila de Mrima, próximo à cidade costeira de Likoni, Distrito de Mombasa, estavam dois pastores, segundo David Njoroge, pastor da Worlwide Gospel Church. De acordo com seu relato ao Morning Star News, “o Pastor Assistente Collins Maseno teve as duas pernas quebradas na explosão e estava em condição crítica, e o Pastor Sênior Dominic Osano teve graves ferimentos nas mãos e na parte de trás do pescoço”.

Os Cristãos que vivem no entorno onde ocorreram os fatos ainda estão em choque e pensando em como a missão poderá retomar as atividades após os ataques, já que vários líderes parecem desmoralizados”, disse Njoroge. “Outros ressaltam a importância das orações, que os ajudarão a mantê-los de pé e fortes, a fim de compartilharem a fé Cristã”, continua ele.

A explosão ocorreu às 19h, ele disse, adicionando que o artefato aparentava ser uma bomba de fabricação caseira. A imprensa e a polícia local, no entanto, disseram que o artefato era uma granada de mão. Um garoto de 10 anos, Dominic Maseno, estava entre os feridos.

Extremistas islâmicos do grupo rebelde Al Shabaab, da Somália, são tidos como suspeitos de ataques anteriores nas áreas costeiras do Quênia.

45 pastores se encontraram com oficiais do governo para discutir sobre segurança no local. O comissário de polícia da província, o oficial em cargo da polícia, o comissário distrital e um comissário nacional estiveram presentes para discutir as soluções.

Os oficiais aceitaram o pedido dos pastores para que o governo garanta a segurança durante os ajuntamentos Cristãos, disse Njoroge. Ao mesmo tempo, os partidos concordaram que as reuniões Cristãs devem encerrar antes das 18h, e o comissário disse aos pastores que eles têm que se manter alertas à atividades extremistas e relatar suspeitas de grupos de milícia.

A polícia de Mombasa disse que está procurando os criminosos.

Em Nairobi, membros suspeitos da Al Shabaab atiraram uma granada em uma multidão na área de Majengo, conhecida como sendo a maior área de imigrantes Somali de Eastleigh. Quatro pessoas ficaram feridas.

Além das igrejas quenianas, outras instalações têm sido alvo de vários bombardeios e tiroteios, desde que o Quênia enviou tropas ao sul da Somália em 2011, em resposta a sequestros e investidas da Al Shabaab na Somália. A Missão União Africana juntamente com as forças da Somália têm combatido os insurgentes no país. Há suspeitas que estes vêm recuando para as áreas norte e costeiras do Quênia, que podem estar servindo de refúgio para rebeldes.

Muitos integrantes do Al Shabaab, que disseram que têm vínculo com a Al Qaeda, se refugiaram em Garissa, no norte do Quênia. Chaplain Julius Mukonzi foi morto e outros 11 foram feridos em 4 de novembro, quando extremistas islâmicos suspeitos atiraram um artefato explosivo no complexo da Polícia Administrativa em Garissa (ver o Morning Star News de 4 de novembro de 2012).

De acordo com a Agence France-Presse, o grupo separatista conhecido como Conselho da República de Mombasa também tem sido acusado de ataques nas regiões costeiras do Quênia.

Em 30 de setembro de 2012, militantes suspeitos do Al Shabaab atiraram uma granada em uma igreja Anglicana em Nairobi que matou uma criança de 9 anos, Ian John Maina. Várias outras crianças que estavam na aula da escola de domingo foram seriamente feridas no ataque à Igreja Anglicana de São Policarpo no Quênia, na área de Pagani, próximo a Eastleigh (ver matéria do Morning Star News de 30 de setembro de 2012).

A Al Shabaab tem sido designada como uma organização terrorista por vários governos ocidentais e procura impor uma versão rigorosa da sharia (lei islâmica) na Somália.

O Quênia tem aproximadamente 83% de Cristãos e 8,32% de Muçulmanos, de acordo com o Operation World.

 

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FONTE: MORNING STAR NEWS
TRADUÇÃO: JORGE ALBERTO

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