Nova onda de refugiados de comunidades cristãs preocupa Agência da ONU e sobrecarrega recursos nos locais dos abrigos

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Imagem de refugiados de Mossul que agora vivem no Curdistão iraquiano / (Fonte: Reuters)

 

Milhares de pessoas da cidade de Qarasqosh, no Iraque, abandonaram seus lares para buscar refúgio em escolas e centros comunitários na região de Curdistão. A fuga se intensificou na região desde o último dia 25 e, segundo relatos dos líderes comunitários, o que motivou o êxito foi a aproximação dos ataques por parte de morteiros.

Relatos dos líderes também informam que pelo menos 10 mil pessoas fugiram de ônibus, carro ou taxi, e se dirigiram até os abrigos na noite do dia 25. Voluntários ajudaram a distribuir 2,5 mil colchões, cobertores, lonas, kits de higiene e outros materiais de emergência entre os novos iraquianos deslocados que tem chegado ao abrigo. Colchões estão sendo utilizados em uma escola onde, até aquela noite, havia 700 pessoas alojadas.

Qaraqosh (também conhecida como Hamdaniya) é uma cidade histórica de 50 mil habitantes, situada a cerca de 30 km ao Sudeste de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, onde grupos armados opositores tomaram o controle há três semanas. Muitas mulheres e crianças agora estão com seus parentes em escolas e centros comunitários. Não houve muito tempo, os deslocados fugiram a toda presa pegando apenas alguns pertences mais necessários.

A Agência da ONU para os Refugiados – ACNUR se dirigiu ao local com o apoio de dezenas de voluntários locais, os quais trouxeram suas próprias vans para distribuir o material. No momento, cerca de 300 mil procedentes de Mossul, na província de Nínive e de outros lugares, tem ido para região do Curdistão.

Em uma escola que a ACNUR visitou na última semana já havia 700 pessoas e a expectativa era que chegaria mais. Não havia acesso ao banho nem a ar condicionado. Os deslocados estão alojados nas salas de aulas onde a temperatura supera os 40 graus durante o dia, e até agora os alimentos estão sendo distribuídos por organizações de caridade locais e organizações humanitárias internacionais. A grande preocupação é direcionada à com a falta de atenção médica e, provavelmente, o fluxo de deslocados gerará ainda mais pressão sobre os recursos da região, principalmente na área de habitação e combustível. As condições para os recém-chegados será um desafio.

Estima-se que apenas este ano, mais de 1 milhão de iraquianos foram deslocados pelos combates nas províncias de Anbar e Nínive. ACNUR reviu suas necessidades de financiamento no âmbito de seu Plano de Resposta Estratégica de 2014, e agora precisa de 64,2 milhões de dólares para suas atividades de refúgio e proteção. Este valor faz parte de um apelo mais amplo de 312 milhões de dólares lançado no começo desta semana. O apelo recebeu apenas 8% dos fundos necessários, que é 5,1 milhões de dólares.

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Por: ANAJURE l Press Officer – Angélica Brito

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