Presidente do Foro de la Familia defende a vida, a mulher e a maternidade na ‘Marcha Pela Vida’ de Paris

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FORO

Não há razão para se acostumar com o aborto e tê-lo por definitivo!

Nós, pró-vida, defendemos o não nascido e defendemos a mulher, pois ambos são vítimas do aborto.

Os amigos do aborto negam o direito à vida e condenam a mulher à decisão mais dramática e terrível que é a adoção.

O aborto não é feminista, mas uma solução machista e violenta a problemas reais. E em ocasiões dramáticas quem sofre, especialmente, é a mulher ante a indiferença das leis e os poderes públicos.


O novo Projeto de Lei espanhol não é o fruto de uma casualidade nem de um ativismo superficial de quatro dias, mas a fruta madura de um trabalho de milhares de pessoas durante muitos anos, que ajudaram a sociedade espanhola a não se acostumar com o aborto.

Creio que este é o único caminho para superar a normalização social e jurídica do aborto: trabalho, coerência, perseverança, unidade e solidariedade com a grávida.
 

França, 19 de janeiro de 2014 – Hoje, milhares de franceses e europeus vindos de regiões vizinhas invadiram as ruas de Paris – entre eles uma importante representação espanhola, na nova edição da ‘Marcha Pela Vida’ que vem sendo realizada todos os anos desde 2005. Sob o lema “30 anos já bastam”, a organização convidou, entre outros, o presidente do Fórum da Família, Benigno Blanco, para que fale em nome da Espanha, sobre a iniciativa do Governo espanhol para fazer uma “Lei sobre os direitos do concebido”.

Entre as personalidades da comissão espanhola na marcha de Paris, se encontravam diversos membros do Partido Popular, como o presidente da Comissão de Emprego e Seguridade Social do Congresso, José Eugenio Azpiroz; o senador Luis Peral; e o deputado por Cantabria, Javier Puente. Junto a eles, estavam ainda, o presidente do Fórum Espanhol da Família, Benigno Blanco; a presidenta da Federação Espanhola de Associações Pró-vida, Alicia Latorre; e a porta-voz de Direito a Viver, Gádor Joya.

Para o presidente do Fórum da Família “esta marcha celebrada em Paris demonstra que a defesa da vida não é só uma questão que afeta o sentimento da maioria da sociedade espanhola, mas que manifesta a opinião de muitos cidadãos europeus como vem fazendo a França há alguns anos”.

Intervenção de Benigno Blanco na Marcha pela Vida.

 

Paris, 19 de Janeiro de 2014.

Queridos amigos franceses:

A proposta do Governo espanhol de substituir a lei do aborto vigente por uma lei de Proteção do Concebido e a Maternidade supõe:

– Que pela primeira vez desde que nos anos setenta do séc. XX se estendeu na Europa a legalização do aborto, um país da Europa ocidental começa o caminho de recuperar o compromisso com o direito à vida; e

– Que a normalização social do aborto é reversível na Espanha, em toda Europa e no mundo em geral.

Não há razão para se acostumar com o aborto e dá-lo por definitivo! Pode-se recuperar um compromisso legal com o direito à vida e a abolição legal do aborto, como em seu dia se conquistou a abolição da escravidão, da tortura ou a discriminação da mulher.

Deste terrível pesadelo podemos sair. O caminho pode ser longo, mas quanto antes comecemos a percorrê-lo antes chegaremos ao fim.

Por que na Espanha este processo se põe em marcha agora? Em primeiro lugar, porque quando se aprovou a primeira “Lei do Aborto” em meu país em 1985, não nos calamos e seguimos trabalhando durante anos defendendo a cultura da vida em pequenos grupos, com conferências e debates, com publicações e presença nos meios de comunicação social, criando uma rede de associações por toda a Espanha para atender as mulheres grávidas e ajudá-las a encontrar alternativas ao aborto. Foram anos de trabalho silencioso, sem grande eco mediato, mas que conseguiu manter na Espanha uma maioria social comprometida com a vida, forte, comprometida e solidária com a mulher grávida.

E em segundo lugar, porque políticos valentes – fazendo-se eco desse persistente clamor social – souberam manter vivo o compromisso com a vida nos programas e congressos de alguns dos principais partidos espanhóis, como o PP. Alguns desses políticos nos acompanham hoje.

Assim se conquistou – pela concorrência destas circunstâncias – que o aborto não desaparece do debate político espanhol, a diferença do que aconteceu em outros países de nosso entorno.

E, além disso, nos unimos. Primeiro ao redor da Federação Espanhola de Associações Pró-vida; e depois, no Fórum da Família, a entidade que presido. A unidade dá força, ainda que não seja fácil mantê-la, pois sempre se observa a vaidade e o afã de protagonismo de alguns ou a legítima liberdade para ver as estratégias de outra forma.

Com o passar dos anos, fomos melhorando nossa mensagem e criando uma linguagem e um discurso que associa convicentemente a defesa da mulher grávida e do nascituro e assim rompemos a dialética falsa de “defensores de crianças” “contra defensores da mulher” que alguns queriam criar.

Nós, pró-vida, defendemos o não nascido e defendemos a mulher, pois ambos são vítimas do aborto. Os amigos do aborto negam o direito à vida e condenam a mulher à decisão mais dramática e terrível que pode adotar. O aborto não é feminista, mas uma solução machista e violenta a problemas reais. 

Ser pró-vida é trabalhar por leis que protejam a vida por criar estruturas solidárias que conforte a mulher grávida para que nenhuma esteja só ante seus problemas. Na Espanha fizeram este trabalho – fizemos: permitam me incluir, pois venho trabalhando na causa pela vida desde 1982 ativamente- com paciência e perseverança muitos heróis anônimos durante décadas; e também muitos políticos.

O novo projeto de Lei Espanhol não é fruto de uma casualidade nem de um ativismo superficial de quatro dias, mas a fruta madura de um trabalho de milhares de pessoas durante muitos anos que ajudaram a sociedade espanhola a não se acostumar ao aborto e criaram essa maioria social que saiu às ruas de Madrid em 17 de outubro de 2009 para reivindicar a vida, a mulher e a maternidade frente à lei irresponsável do Governo Zapatero. 

Ante esse milhão de espanhóis reunidos em Madrid em 2009, eu disse e agora repito ante vós em Paris, que:

Esta manifestação não acaba agora, quando dentro de minutos se encerre este ato, mas que:

– Continuará um compromisso de todos e cada um de nós a ensinar e mostrar, uma e outra vez, o nascituro como o ser humano que é até que se incorpore a visão da vida de todos nossos concidadãos esta evidência científica.

– Continuaremos com o compromisso pessoal de falar bem da VIDA, da MATERNIDADE e da MULHER grávida em todas as ocasiões que se nos apresentem na vida social.

– Continuaremos com a obrigação por cada um de nós e da responsabilidade de nos preocuparmos e ocuparmos com qualquer mulher grávida que no nosso entorno passe por situações problemáticas ou conflitivas para que NENHUMA SE SINTA SÓ, PARA QUE NENHUMA ESTEJA ABANDONADA E PARA QUE NENHUMA SE VEJA PRÓXIMA AO ABORTO.

Creio que este é o único caminho para superar a normalização social e jurídica do aborto: trabalho, coerência, perseverança, unidade e solidariedade com a grávida.

Obrigado por vosso apoio ao povo espanhol em sua luta pela vida. Obrigado por estender esta luta à França e toda Europa.

 

Por Benigno Blanco,
Presidente do Fórum da Família

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TRADUÇÃO: SAMARA RUANA

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