QUÊNIA – Presidente do Conselho de Imãs e Pregadores Islâmicos é assassinado em Mombasa

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O Sheik Mohammed Idris, presidente do Conselho de Imãs e Pregadores Islâmicos e primeiro líder da Mesquita Sakina de Mombasa, foi assassinado por atirador desconhecido quando se dirigia à oração da manhã, em 10 de junho.

Sheik Idris foi declarado morto às 5 da manhã do dia 10 no Hospital Pandaya, e foi sepultado no mesmo dia, após uma cerimônia na mesquita Sakina, onde ele serviu como imã (líder espiritual) por 35 anos. Seu funeral foi acompanhado por milhares de pessoas que choraram a morte de seu líder, inclusive por importantes líderes políticos e religiosos.

Sheik Idris foi considerado um dos maiores críticos do extremismo religioso e do radicalismo da juventude em Mombasa, e era respeitado nacionalmente por promover a paz e o entendimento entre diferentes credos. O Sheik foi destituído à força do cargo que ocupava como presidente da Mesquita Sakina, após tumulto da juventude radical durante as orações da noite em novembro de 2013, a qual assumiu o culto e a renomeou de Mesquita Mujahedeen. De acordo com o Sheik Ali Mwinyi, líder espiritual da mesquita na qual Sheik Idris estava frequentando, sua vida estava sob ameaça e, por isso, ele tinha mudado de endereço na área Lakini algumas vezes.

Após a morte de Sheik Idris, ocorreu uma série de assassinatos no alto escalão do clérigo em Mombasa. Em agosto de 2013, o controverso pregador radical Aboud Rogo Mohammed foi morto por um atirador, enquanto seu igualmente sucessor, Sheik Ibrahim Isamil, foi assassinado a tiros de maneira semelhante em outubro de 2013. Em abril de 2014, Abubakar Shariff Ahmed, outro radical linha dura que descreveu o ataque do Al Shabaab ao Mall Westgate Shopping em Nairobe como “100 por cento justificado”, foi também assassinado por atiradores desconhecidos. Em cada ocasião as mortes foram seguidas de violentos protestos. Contudo, Sheik Idris foi o primeiro clérigo moderado a ser assassinado, indicando uma mudança e possível intensificação nas estratégias por elementos radicais na área.

Em tributo ao Sheik Idris, o Presidente Uhuru Kenyatta disse que ele “estava na vanguarda da luta contra a radicalização dos jovens e, portanto, sua morte é um grande golpe nos esforços do país para cessar o extremismo religioso”.

Mervyn Thomas, Diretor Executivo da Christian Solidarity Worldwide (CSW), disse: “Nossas sinceras condolências à família do Sheik Idris e colegas do Conselho de Imãs e Pregadores Islâmicos do Quênia. O assassinato desse influente e moderado líder religioso é uma perda não apenas para Mombasa, mas para a nação como um todo. Nós instamos para que o Governo do Quênia assegure que seus executores sejam levados à justiça e que sejam tratadas fortemente as causasda violência religiosa que ameaça solapar a segurança nacional e o Estado de Direito, de modo a garantir o pleno gozo da liberdade de religião ou crença a todos os cidadãos”.

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FONTE: CSW
TRADUÇÃO: Jamile Baltar l ANAJURE

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