Retiradas as acusações contra clérigos da Igreja do Irã


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A Christian Solidarity Worldwide (CSW) foi informada de que as sentenças de seis anos proferidas contra três membros da denominação Igreja do Irã foram revogadas seguindo uma audiência de apelação em 9 de dezembro. Os pastores Behnam Irani, Matthias Haghnejad e Deacon Silas Rabbani foram informados de que as acusações contra eles foram retiradas.

O pastor Haghnejad e Deacon Rabbani foram subsequentemente liberados; no entanto, o pastor Irani continua na prisão Ghezal Hesar em Karaj, onde ele está cumprindo uma sentença de um ano por ação contra o Estado e uma sentença de cinco anos por “ação contra a segurança nacional.”

Os três clérigos foram inicialmente acusados de Mofsed-e-filarz, ou espalhar a corrupção na terra, enquanto os dois pastores enfrentaram a acusação de moharebeh, inimizade contra Deus, ambas sendo crimes no país. No entanto, estas acusações foram posteriormente retiradas e eles foram julgados por “ação contra a segurança nacional” e “criação de uma rede para derrubar o sistema,” sendo cada um condenado a seis anos de prisão.

Em outras notícias, Hossein (Daniel) Baraunzadeh e Rahman (Zia) Bahman foram libertados da prisão. Os dois homens faziam parte de um grupo de Cristãos que foram presos em um piquenique em maio. Apesar da maioria deles terem sido libertados após interrogatório, os dois homens, junto com Amin Khaki, foram presos. No entanto, enquanto Hossein Baraunzadeh e Rahman Bahman foram libertados, Amin Khaki permanece preso.

O Chefe Executivo da CSW, Mervyn Thomas, disse: “Estamos extremamente contentesem saber da libertação do pastor Matthias Haghnejad, Deacon Silas Rabbani, Hossein Baraunzadeh e Rahman Bahman. Enquanto nós saudamos esta notícia, permanecemos preocupados com a continuada detenção de Amin Khaki e de prisioneiros de longo prazo como Behnam Irani e Farshi Fathi – todos os quais foram injustamente detidos. Apesar da promessa do presidente Rouhani para defender os direitos das minorias religiosas, a repressão contra as minorias étnicas e religiosas no Irã continua. Nós continuamos pedindo ao governo iraniano para defender o Estado de Direito e permitir que as minorias religiosas do país desfrutem a liberdade de religião ou crença como garantido pela própria Constituição do Irã e do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, do qual é parte.”

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FONTE: CSW
TRADUÇÃO: Isabela Emerick l ANAJURE

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