Sim, Cristão, há um demônio: o mal por trás das manchetes

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Daniel Patrick Moynihan cunhou a frase “definindo a imoralidade” para descrever o processo pelo qual nós aceitamos atos escandalosos que nunca toleraríamos em tempos anteriores.

Bem, olhando para as manchetes que trazem as últimas notícias, vamos considerar a adoção de um novo termo: “definindo a depravação”. Aqui estão alguns exemplos:

 

Dois jovens Muçulmanos radicais, educados na América, detonaram bombas durante a Maratona de Boston, matando três pessoas e ferindo gravemente dezenas.

Na Inglaterra, um soldado foi terrivelmente assassinado por mais dois Muçulmanos – em plena luz do dia, enquanto espectadores capturavam o momento com as câmeras de seus celulares.


O mal não é apenas produto do extremismo Islâmico, é óbvio. Os detalhes que emergiram sobre as atividades diárias do militante pró-aborto, Kermit Gosnell, parecem ser piores, e cada dia mais. E agora, mais relatórios chegam da Carolina do Norte e do Texas revelam a história de Gosnell.

A lista continua. Escândalos governamentais proliferam. O casamento e a família estão sendo redefinidos ou mesmo desconstruídos. E estes são apenas os destaques das notícias mais recentes. Nós vivemos uma crescente expectativa por um novo sinal de declínio da cultura e das bases morais de nossa sociedade quase todos os dias.

Mas a pergunta que não quer calar é: este declínio cultural é puramente fruto de nossas ações, ou algo mais sinistro está acontecendo?

Ralph Winter, o mais renomado estrategista de missões do final do século XX, começou a fazer intrigantes questionamentos, quando sua amada esposa, Roberta, foi acometida de câncer na medula óssea, o qual terminou por matá-la. Winter, que depois faleceu da mesma doença, não estava satisfeito com muitas das explicações cristãs sobre a presença do mal e da doença no mundo.

O autor Harold Fickett, que auxiliou Chuck Colson no livro The Faith (A Fé), contou a exploração deste assunto por Winter na nova biografia dele, The Ralph D. Winter Story. Em uma recente entrevista ao Break Point, Fickett disse que Winter conjecturava se os evangélicos teriam superestimado o trabalho ativo de Satanás no mundo de Deus, e “teriam sucumbido à sua própria versão de desmistificação, essencialmente libertando o Evangelho da presença de Satanás”.

Não é sábio, porque qualquer um que quiser se unir ao Reino e à Obra de Deus sofrerá oposição satânica.

C.S. Lewis falou sobre esta amnésia também. Ele escreveu: “Eu sei que alguém irá me perguntar, ‘Você realmente quer, a esta hora do dia, reintroduzir nosso velho amigo, o demônio – com cascos, chifres e tudo?’ Bem, o que a hora do dia tem a ver com isso, eu não sei. E eu não sou familiarizado com os cascos e chifres. Mas a respeito das outras coisas, minha resposta é ‘sim, eu quero’”.

Nós trabalhamos muito aqui na Break Point para ajudar você a desenvolver uma cosmovisão Cristã – e esta cosmovisão tem que, de forma sobria, reconhecer a atividade do inimigo no mundo. Como escreveu o apóstolo Paulo, “pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Efésios 6.12).

Ao mesmo tempo, é também possível, e um erro, superestimar o poder de Satanás no mundo. A Escritura é clara nisto: na cruz, Jesus desarmou Satanás e o derrotou. Em sua última conversa com os discípulos, recordando o Evangelho de João, Jesus disse: “Chegou a hora de ser julgado este mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo”. O autor de Hebreus concorda: “… por sua morte, (Cristo) derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo”. Paulo diz que Jesus na cruz demonstrou a principados e potestades que abertamente triunfou sobre eles. E Tiago nos promete que se resistirmos ao diabo, ele fugirá de nós.

Agora, não me entenda errado. Como Neal Plantinga ensina aos nossos Centurions todos os anos, um inimigo derrotado ainda pode ser um inimigo muito perigoso – como um animal ferido ainda é muito perigoso.

Então, é realmente estranho pensar que Satanás está reunindo suas forças nos dias de hoje? Nem um pouco. Mas vamos fazer com que isso nos leve a dobrar os joelhos em oração, pedindo por força e dando graças Àquele que é o vencedor: Jesus Cristo.

 

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FONTE: RELIGION TODAY
TRADUÇÃO: JORGE ALBERTO

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