Programa de Rádio da ANAJURE: “Mídia no Brasil estimula erotização precoce das crianças”, diz Guilherme Schelb

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A Associação Nacional de Juristas Evangélicos – ANAJURE, debateu a questão da erotização e abuso sexual de crianças e adolescentes em seu programa de rádio desta segunda-feira (13).

O programa trouxe fatos sobre pedofilia no Brasil e no mundo, destacando que o país passou a ocupar o primeiro lugar no ranking mundial em destino de turismo sexual com crianças, à frente da Tailândia, que liderava essa triste lista. A íntegra do programa pode ser acessada neste link.

boxConM-guilhermeO Dr. Guilherme Schelb, diretor honorário da ANAJURE e procurador regional da República, falou sobre o problema, que enfrenta há mais de 20 anos, com a investigação de casos relacionados a abuso sexual infanto-juvenil por todo o Brasil. 

Schelb analisou que um problema tipicamente brasileiro são as mídias e até alguns materiais pedagógicos,que estimulam de forma abusiva com elementos e informações eróticas e até pornográficas as nossas crianças. “Há um movimento organizado no mundo, em diversos países, inclusive no Brasil, que defende o direito da criança de manter relações sexuais com adultos. É a corrupção e a perversão sendo trazida para o cotidiano, como se fosse algo trivial, como uma regra de trânsito”, destacou o diretor honorário da ANAJURE, que alertou ainda para o fato de existir um processo em curso em que um grupo social está reivindicando a autonomia de vontade para a criança, de decidir sobre a relação sexual, mesmo precocemente.

No Brasil, a idade mínima para a prática de atos sexuais ou libidinosos é de14 anos. Em outros países, como a Canadá, a idade para tal prática é de 16 anos, e nos EUA, onde cada Estado tem autonomia, essa idade varia entre 14 e 16 anos.

A ANAJURE está empenhada em uma campanha Campanha Nacional contra a Erotização e Abuso Sexual Infanto-Juvenil. As ações da campanha compreendem: emissão de Carta Aberta contra a Erotização Infantil; publicações em texto e vídeo no site da entidade que esclarecem a sociedade sobre como evitar o abuso sexual infanto-juvenil; a investigação e denúncia de casos concretos recebidos a órgãos do Poder Público. O presidente da ANAJURE, Dr. Uziel Santana, destaca que a entidade está aberta a denúncias sobre possíveis práticas de abuso infantil. “Estamos preparados para orientar e investigar situações deste tipo e se for o caso levá-las até o conhecimento do Ministério Público, Defensoria Pública, Conselhos Tutelares ou mesmo  empreender demandas judiciais que visem à punição dos adultos abusadores”, ressalta.

Uma das ações práticas que serão feitas são os cursos online em que haverão orientações para identificar e encaminhar situações suspeitas envolvendo crianças e adolescentes no cotidiano das famílias. O curso on-line terá a coordenação de Guliherme Schleb, com carga horária de 30 horas-aulas. Disponibilizado a um custo simbólico no próprio site da ANAJURE, é destinado a pais, líderes cristãos, estudantes e interessados em geral. Serão ainda disponibilizados certificados aos participantes.

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“Precisamos nos preparar e estarmos atentos aos nossos filhos porque, literalmente, os pedófilos estão entre nós. São inúmeros casos e eles estão muito próximos das famílias”, enfatizou Santana. 

Ele alertou também para a relação entre homossexualismo e pedofilia. “Há uma parte do movimento LGBT que declaradamente defende a pedofilia, chamando-a de ‘redução da idade do consentimento sexual’. É uma figura de linguagem que na realidade esconde uma realidade macabra”, pontua.

O Dr. Ênio Araújo, vice-presidente da ANAJURE, que também mediou o debate, afirmou que a internet pode favorecer o contato entre os pedófilos. “Hoje há um mal uso da liberdade (…) Temos uma porta escancarada chamada internet, que recebe todo tipo de material. Infelizmente nosso país tem sido vítima constante de denúncias a respeito desse assunto”, explica.

A luta pela dignidade e vida das crianças e adolescentes é uma das frentes de atuação da ANAJURE. “O lançamento desta Campanha Nacional contra a Erotização e Abuso sexual infanto-juvenil é uma decorrência dos trabalhos da entidade e que certamente será fortalecida ao longo do tempo”, finalizou o Dr. Uziel.

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Por: ANAJURE – Assessoria de Imprensa l Jussara Teixeira

 

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